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Educação
Professores e pais da Escola Básica 2.3 de Fitares, Sintra, manifestaram-se hoje indignados com a associação entre o suicídio de um docente e a indisciplina dos alunos, argumentando que o caso está a perturbar os estudantes
Alguns pais estiveram hoje de manhã concentrados em frente à escola, mostrando indignação por o suicídio do professor estar a ser associado a maus tratos por parte dos alunos do 9.º B.
A encarregada de educação de um dos estudantes desta turma disse aos jornalistas que «é impossível que o professor se tenha suicidado por causa dos alunos».
«Alguém que pratica um acto destes tem que ter antecedentes. Ninguém se suicida por causa de uma turma. Nunca ouvi falar de violência nas aulas», disse.
«Quando cheguei à escola vi adolescentes muito revoltados. Os alunos do 9.º B dizem que é mentira, que não tiveram responsabilidades no suicídio do professor», adiantou.
Alfredo Luís, pai de um dos alunos do estabelecimento de ensino, disse à Lusa que lhe «custa a acreditar» que o suicídio do docente tenha como causa maus tratos por parte dos alunos.
«Deve haver mais coisas. Nesta escola há insegurança, como há noutras. Há situações de bullying com colegas do meu filho, e um deles levava tareias todos os dias». Também professores contactados pela Lusa junto ao estabelecimento recusaram a associação do suicídio com o comportamento dos alunos, argumentando que o docente de Educação Musical já tinha antecedentes de depressão.
Unhas a maneira, mas a sua vida como mulher e dona de casa continua com o mesmo ritmo. A eficácia dum tratamento bem feito, deixa-lhe a vontade e com vontade de trabalhar, mais e mais… e ele babado, fica a olhar…ai wee ngana nzambi!«O professor estava com uma grande depressão. Estava a ter acompanhamento psicológico e a escola fez tudo o que pôde», sublinhou um docente que pediu anonimato.
O mesmo professor afirmou que estão «perturbados com esta notícia» e já se encontram a receber apoio psicológico.
«Também sou professora de música e nunca ouvi dizer que [o professor] era alvo de gozo e de maus tratos. Ele nunca nos disse nada», disse à agência Lusa uma docente que pediu para não ser identificada.
Esta professora adiantou que a escola não tem casos de violência, «apenas as coisas normais».
A Lusa tentou falar com a directora da EB 2 3 de Fitares, que até ao momento se mostrou incontactável. Segundo os jornais, o professor suicidou-se a 9 de Fevereiro, tendo deixado, no seu computador pessoal, um texto que afirmava: «Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio».
De acordo com o i, os problemas do professor ocorreram com um grupo de alunos do 9º ano que o insultavam na aula, e que motivaram «pelo menos sete» participações do professor à direcção da escola.
Colegas e familiares do professor asseguram que a direcção não instaurou qualquer processo disciplinar, escreve ainda o i.
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Patricio Mamona











