Em muitos artigos e multimédia, postes nas redes socias podemos ver que os seus autores estão mais interessados na espiritualidade e não na língua Kikongo no seu sentido mais verdadeiro, como língua de um povo com cultura própria. Essa mistura prejudica o aprendizado da língua dos nossos ancetrais e leva as pessoas a consumir mentiras, pois querem buscar um fundamento no que não existe, dividindo o indivisível para justificar o que não faz sentido, como de localizar os túmulos das pessoas vivas em um cemitério se trata-se.
Nzambi, [nome próprio, substantivo singular] nome reservado para designar o altissimo dos altos ceus = Deus na língua portuguesa.
A apetência de justificar qualquer mentira com base em fundamentos históricos é uma prática comum em muitas áreas da vida, inclusive na área linguística. No entanto, é importante lembrar que a língua Kikongo sempre esteve ligada à religião e às espiritualidades, mas o seu ensino não deve obedecer a regras religiosas, mas sim a regras linguísticas estabelecidas na gramática.
De fato, as regras gramaticais nas línguas são consistentes e devem ser seguidas para garantir a clareza e a precisão na comunicação. O ensino da língua Kikongo, portanto, deve se basear nessas regras, e não em interpretações religiosas que podem distorcer a língua e prejudicar a compreensão.
Os falsificadores da lingua do antigo Reino do Kongo estão mais interessados na espiritualidade e não na língua Kikongo no seu sentido mais verdadeiro.
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Além disso, é importante ressaltar que as crenças religiosas são divergentes e variam de acordo com as culturas e as tradições. Não se pode, portanto, basear o ensino de uma língua em regras religiosas que podem ser diferentes para cada grupo. É necessário seguir as regras linguísticas estabelecidas para que a língua seja ensinada de forma consistente e compreensível para todos.
Infelizmente, a prática de falsificar a língua Kikongo para obter qualquer história que responda a este “no sense” é prejudicial para a preservação e desenvolvimento da língua. Essa prática pode levar a interpretações equivocadas e distorções da língua, tornando-a incompreensível e prejudicando a comunicação entre os falantes.
As crenças assim como as regras religiosas são divergentes, mas as regras gramaticais nas línguas são convergentes. Como tal, vamos fazer do Kikongo uma lingua e não um credo.
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Portanto, é fundamental que o ensino da língua Kikongo seja baseado em regras gramaticais estabelecidas e que sejam evitadas práticas que possam levar à falsificação e distorção da língua. Dessa forma, a língua Kikongo poderá ser preservada e desenvolvida adequadamente, contribuindo para a riqueza da cultura e história do povo que a fala.
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